Historial

Há cerca de 29 anos atrás, precisamente no dia 8 de Dezembro de 1986, e após numerosos contactos entre vários residentes desta freguesia, com vista à formação de uma associação que viesse a promover o desenvolvimento de actividades de natureza desportiva, cultural e social, no seio da população desta vila, teve lugar a Assembleia Constituinte do Clube de Carnaxide Cultura e Desportos (CCCD).

Os residentes de Carnaxide não dispunham de qualquer centro de convívio, viviam um tanto desencontrados, procurando noutras zonas os espaços de lazer que na sua própria terra não encontravam.

Não existiam, igualmente, quaisquer estruturas que permitissem aos jovens uma saudável ocupação dos seus tempos livres.

A existência de todas estas falhas e a noção concreta de que o desenvolvimento urbano e populacional da Freguesia de Carnaxide viria a ser, rapidamente, e cada vez mais, uma realidade, foram os motivos fundamentais que levaram à criação desta clube.

Estes objectivos só puderam, contudo, vir a concretizar-se, promovendo a fundação do Clube, mercê do apoio empenhado do Sr. Dr. Isaltino Morais, então Presidente da Câmara Municipal de Oeiras.

Não podemos, de modo algum, deixar de evidenciar este ponto, pois que, na verdade, o aparecimento deste Clube se fica a dever, em grande parte, à sua grande ajuda, interesse e mesmo entusiasmo enquanto morador desta vila.

Elaborados que foram os Estatutos do Clube, em tempo recorde, procedeu-se à celebração da escritura notarial da constituição do mesmo, em 23 de Fevereiro de 1987.

Passados 5 dias desta data teve lugar a 1ª Assembleia Geral, na qual se procedeu à aprovação do Regulamento Geral Interno e à eleição dos primeiros órgãos sociais.

Dada a promessa da CMO da cedência de um terreno para construção das futuras instalações e de ajuda financeira para concretização das mesmas, foi iniciada a elaboração do respectivo projecto, do qual se encarregaram dois dos novos sócios, um engenheiro civil e o outro arquitecto. Não podemos deixar de os recordar e de lhes agradecer o seu entusiasmo, disponibilidade e, sobretudo, a qualidade do trabalho realizado.

Em Dezembro de 1988 foi celebrada a escritura de cedência de um terreno com 1.294m2, pela CMO, sito na Rua Aquilino Ribeiro.

Na mesma data foi assinado, entre a CMO e o Clube, o contrato de constituição do direito de superfície relativo a este terreno.

Em princípios do ano seguinte e dado ter-se verificado que a área de terreno cedida era insuficiente para o projecto a realizar, foi assinado novo contracto de constituição do direito de superfície, relativo a um outro terreno, contíguo ao primeiro, com 1.210m2 .

Durante os primeiros 2 anos de existência, o Clube utilizou um pequeno espaço cedido por um dos seus sócios. Ele era, contudo, bastante exíguo para as necessidades que, dia após dia, iam crescendo, o que nos levou a procurar instalações mais amplas e condignas, que proporcionassem uma melhoria no seu funcionamento e na recepção dos sócios.

Mais uma vez, nos socorremos das sempre evidenciadas boa-vontade, compreensão e disponibilidade da CMO, para encontrar o local mais adequado possível. Assim, foi celebrado um protocolo de cedência de umas instalações no Largo Frederico de Freitas, em regime de comodato, as quais foram inauguradas em Março de 1991.

Em 1990 foi apresentado, na CMO, o projecto das futuras instalações do Clube, que incluíam pavilhão desportivo e um edifício de apoio, elaborado pelo próprio Clube, através dos seus associados, como já referimos.

Os custos com a construção destas instalações seriam suportados por verbas do próprio Clube e, ainda, através da comparticipação da CMO e da DGOT.

Seguiu-se todo o processo com vista à aprovação do projecto e toda a tramitação indispensável, não só a nível da Câmara, como da DGOT e da CCR de Lisboa e Vale do Tejo, o que levou bastante tempo.

As obras de construção sofreram novo atraso, dado que aquele projecto, embora já aprovado pela CMO, não obteve a aprovação daquela CCR, em resultado do parecer emitido pelo Instituto do Desporto, no qual era proposta uma total reformulação do mesmo, tanto nos seus aspectos programáticos e funcionais, como construtivos.

Assim, dada a grande amplitude da reformulação a efectuar e urgência de se proceder à mesma, a CMO disponibilizou-se, mais uma vez, para que estes trabalhos viessem a ser executados através do seu Gabinete de Projectos Especiais, o que veio a acontecer. O projecto inicial sofreu, assim, importantes alterações.

Clube de Carnaxide Cultura e Desportos Em 1998, concluído que ficou o novo projecto e devidamente aprovado, a construção do mesmo foi adjudicada à Empresa Celconstroi, Lda, que promoveu o desaterro do terreno à cota necessária ainda na parte final do ano.

Finalmente, em 6 de Janeiro de 2001 foi inaugurada a nova Sede e Ginásio do Clube, com as presenças dos Senhores Ministro do Desporto, Dr. José Lello, e Presidente da CMO, Dr. Isaltino Morais.

Com esta inauguração, novo ciclo se abriu na vida do Clube, já que passou a dispor de instalações condignas e funcionais.

Infelizmente, não foi possível alargar estas instalações com a construção de um bom pavilhão desportivo, como tanto desejávamos e de que tanto carecíamos, por falta de área disponível. Em contra-partida, a CMO concedeu a este Clube toda a prioridade na utilização do Pavilhão Desportivo da Escola Vieira da Silva, fora do horário escolar. Assim, este Clube ficaria a dispor de um espaço para o funcionamento das suas actividades desportivas, embora sempre com um carácter limitado.

Por despacho de Sua Excelência o Primeiro-Ministro, de 19 de Dezembro de 2001, foi este Clube declarado de Utilidade Pública.

tn Clube de CarnaxideTendo passado a dispor das suas próprias instalações, este Clube passou a concretizar mais facilmente os objectivos para que tinha sido criado, ou seja, o desenvolvimento das actividades culturais, sociais e desportivas.

Do trabalho realizado ao longo de todos estes anos passaremos a referir, embora resumidamente, algumas das principais actividades desenvolvidas.

No que respeita às actividades culturais e sociais destacamos a criação de um Gabinete de Consultadoria Jurídica destinado aos sócios, em regime de gratuitidade e que ainda hoje se mantém. Durante todos estes anos muitos foram os sócios que recorreram a este serviço, prestado por juristas igualmente sócios.

No âmbito destas actividades contam-se, igualmente, a realização de algumas palestras, festivais gímnicos, saraus musicais, excursões a vários locais do País, jantares de aniversário, festas de passagem de ano e de Carnaval e reuniões de convívio.

A actividade no campo do desporto mereceu, desde o início, um carinho especial por parte deste Clube, já que um dos nossos objectivos prioritários era o de proporcionar às crianças e aos jovens um desenvolvimento físico e psicológico equilibrado.

Como já atrás referimos, a ausência de um pavilhão desportivo próprio, limitou a nossa actividade, obrigando-nos a recorrer a outros recintos, nem sempre os mais adequados.

Este facto limitou, também, o número de modalidades a poderem ser praticadas, o que nos obrigou a fazer opções. Apesar de tudo isto, julgamos que bastante se fez nas modalidades escolhidas.

Ao longo destes anos, este Clube promoveu a prática das seguintes modalidades: ginástica, dança, artes marciais, atletismo, corfebol, andebol, futebol de salão e de cinco, campismo e natação, das quais destacamos algumas das principais realizações que vieram a ser concretizadas.

Agradecemos por isso à CMO, na pessoa do Seu Presidente, tudo o que fez para que este Clube se tornasse a realidade que é hoje. Tornando este agradecimento extensivo aos Senhores Vereadores, nomeadamente do Pelouro do Desporto que nos acompanharam durante estes 28 anos, ao Gabinete de Projectos Especiais e, ainda, a todos os dirigentes camarários que connosco colaboraram.

Por último, um agradecimento muito especial a todos os sócios, destacando aqueles que, desde a primeira hora contribuíram com o seu trabalho, empenho e dedicação para a criação deste Clube.

Infelizmente, um certo número deles já não se encontra entre nós, mas nem por isso deixam de ser recordados. Para eles a nossa homenagem.